Famil/Confamil

A Independência - o hino e nós

A VERDADE DE CADA UM 

Nós, o povo brasileiro e o Hino da Independência.

(*) Renato Holz

Segundo diz a tradição, a música foi composta pelo Imperador às quatro horas da tarde do mesmo dia do Grito do Ipiranga, 7 de setembro de 1822, e recebeu letra de Evaristo da Veiga.
Vamos à letra.
Diz a primeira estrofe que os filhos da pátria podem ver a gentil mãe contente com a liberdade que raiou no horizonte do Brasil. Será que esta liberdade realmente existe para todo o povo brasileiro? E as dúvidas aumentam se refletirmos se esta liberdade é realmente desejo de todos os brasileiros.


Na segunda estrofe cantamos que o Brasil zombou daqueles desleais – pérfidos – que forjavam os grilhões impeditivos à liberdade dos brasileiros como nação. Na época de sua composição – 1822 – a letra se referia aos estrangeiros que exerciam seu jugo sobre o país. E hoje, não estamos sob o jugo de mal intensionados, tanto brasileiros quanto estrangeiros, que para proveito próprio usam de todas as armas a seu alcance para subjugar o povo ?


E o hino continua dizendo que os brasileiros não devem temer grupos – falanges – descrentes dos valores do povo – ímpias – pois a ação firme da população blinda o Brasil dos que o queiram subjugar. Quantos de nós se dispões de fato a se colocar com firmeza contra quem queira se apoderar dos recursos, tanto da natureza quanto do erário público? Onde estava a maioria da população brasileira nos atos públicos contra a corrupção e os desmandos de maus governantes e seus apaniguados?


O que nós, a maioria dos brasileiros, fazemos para mostrar claramente quais os valores morais que queremos ver seguidos e respeitados? E mais, com que moral podemos falar da deshonestidade alheia, se cada vez que um caminhão se acidenta vemos parte dos brasileiros saqueando as cargas enquanto outros assistem passivamente o ato?
Saliento que não me refiro a participar de manifestações com características político partidárias a favor ou contra desses ou daqueles. Me refiro a manifestações pacíficas que demonstrem com clareza o que nós como nação queremos para o nosso país e como alcançar estes objetivos. 

O estribilho do hino diz que o temor pelo servilismo deve ser afastado, e que para a liberdade da pátria a brava agente brasileira deve lutar e, se necessário for, morrer por esta causa. Estamos nós brasileiros como nação realmente engajados na vigilância e na luta contra quem queira nos subjugar, ou a cada nova eleição, ao invés de escolhermos em quem votar com base nos valores e atitudes baseadas na sã moral do candidato, trocamos nossos votos por favores que vão de um botijão de gás a um cargo público dependendo do potencial de votos de cada um ?

E finda o hino dizendo que o Brasil é um país que se coloca com porte imponente e marcial – garbo – aos demais países, e parabeniza os brasileiros por isto. Aqui coloco mais uma pergunta: O que fazemos para merecer, como nação, viver em real e ampla independência? 

Aproveitemos esta semana da pátria, para nos questionarmos, e nos posicionarmos como verdadeiros filhos da pátria, que colocam seus peitos e braços na luta por uma real independência. Esta é uma tarefa que recomeça a cada novo dia, pois só com todos em eterna vigilância e atitudes claras e firmes faremos por merecer uma pátria mãe livre, justa e soberana, que proporciona a cada um de seus filhos oportunidade de trabalho e de uma vida digna.

Pensem nisto enquanto desejo a todos
uma ótima semana

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